Cabedelo: porto seguro para turistas náuticos da Europa e da África que ancoram no Jacaré.


 Velejadores de todo o mundo que viajam entre a Europa, Américas Central e do Sul, e África têm no porto de Cabedelo, litoral norte da Paraíba, um verdadeiro ‘porto seguro’. Com localização geográfica estratégica (07°02’117’’ S, 34°51’357’’ W), Cabedelo é uma opção para velejadores que desejam navegar até o Caribe por uma rota mais curta e segura. É também um caminho para aqueles que pretendam seguir em direção à Argentina, mais ao sul.
Navegadores experientes garantem que no trecho em que a cidade de Cabedelo está localizada os ventos são tranqüilos durante todo o ano e tem excelente profundidade. Outro fator destacado por navegadores experientes é que a praia fluvial do Jacaré, que pode ser acessada pelas embarcações que adentrarem pelo canal do Rio Paraíba, tem todas as condições de ser uma escala internacional.
Rallye – Um exemplo de que o porto paraibano dispõe de condições climáticas e geográficas para receber tripulações de todo o mundo é o Rallye des Îles du Soleil . Uma vez por ano, velejadores europeus, em sua maioria franceses, com cerca de 30 embarcações e 100 tripulantes zarpam da Ilha da Madeira e, 6 milhas náuticas depois (ou seis meses mais tarde), aportam ao norte da Ilha de Marajó, no Brasil.
O roteiro realizado pelas embarcações tem as ilhas Canárias, Senegal e Cabo Verde (África), Salvador, Fernando de Noronha, Cabedelo e, por fim, a ilha de Marajó. A programação anual do rallye prevê passagem pela Paraíba em meados de janeiro de 2013, na sua 19ª edição.
“Aqui é um ponto crucial para a direção do Caribe, tanto para os que saem da Europa quanto para os que saem da África. Todos que se dedicam ao turismo náutico passam por aqui”. A afirmação é do velejador francês, e empresário Philippe Fessard. Há 12 anos ele decidiu atracar o seu barco na Praia do Jacaré e se firmar em terras paraibanas.
Ciente da falta de estrutura para que os velejadores tivessem uma parada segura em Cabedelo, Philippe decidiu suprir essa deficiência no local. Buscou a parceria do seu conterrâneo Francis Vergnaud, e há seis anos montou a Marina Jacaré Village. No local os turistas náuticos podem atracar seus barcos, usufruir de internet (para se comunicar com o mundo), sala de ginástica, piscina, lavanderia, barzinho, área de jogos, aulas de português básico e escola a bordo, para as crianças.
Ambiente familiar – Philippe Fessard revela que a Marina conta permanentemente com 25 a 30 barcos atracados, sendo a maioria de famílias vindas da Europa. As famílias compostas por uma média de quatro a seis pessoas. Os turistas náuticos deixam seus barcos no local por um período que varia de 15 dias a seis meses. Neste tempo eles aproveitam para conhecer o litoral e o interior paraibano, bem como para viajar por Estados vizinhos.
Francis Vergnaud e Philippe procuram incentivar o turismo no interior da Paraíba, o que é acatado pelos velejadores. “Esses turistas vêm, geralmente, para curtir a América do Sul, e como o Brasil é o maior país do continente, eles passam em torno de um ano conhecendo os estados brasileiros. Passam um período com os barcos aqui em Cabedelo e depois descem até a Argentina”, relata Philippe, ao observar que no Nordeste os dois municípios em melhor condição de receber esses barcos são Cabedelo e Salvador.
Encantados pela Paraíba – Philippe Fessard e Francis Vergnaud fizeram, por muito tempo, turismo náutico com suas respectivas famílias. Chegaram a velejar juntos. O primeiro passou 25 anos no mar e conta que a previsão era fazer outras coisas, mas, há 12 anos, decidiu parar em Cabedelo e se estabelecer na Praia do Jacaré. Philippe diz que a viagem de barco está no seu sangue e que vai voltar a velejar em breve.
Já Francis esteve pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 1981. Gostou e voltou em 1990. E há seis anos decidiu aceitar a proposta de Philippe em abrir a Marina e se fixar na Paraíba.
Paixão pelo mar – O francês Jorge Lieutand e sua esposa estão velejando pelo mundo há sete anos. Sendo que há um ano e meio estão no Brasil e pretendem ficar na área por mais um ano, para “brincar o carnaval”. “Gostamos muito do Brasil. Já participamos de um carnaval aqui e pretendemos repetir essa experiência. Depois vamos descer até a Argentina, percorrendo ainda o Sul do Brasil”, afirmou Jorge, ao elogiar a hospitalidade paraibana.
Outro casal que resolveu atracar seu barco na Praia do Jacaré foi Miriam e Lionnel. Há 40 anos eles curtem velejar. Estão viajando há três anos, quando partiram da Normandia, na França. Em fevereiro de 2011 estiveram em Recife, desceram até a Argentina e depois voltaram por Salvador e ha mais ou menos três meses estão na Paraíba. “Pretendemos continuar velejando pelo mundo por, pelo menos, mais cinco anos. Enquanto a nossa saúde deixar”, disse sorrindo Miriam.
15 nacionalidades – Desde que criaram a Marina Jacaré Village, Philippe Fessard e Francis Vergnaud já acolheram velejadores de mais de 15 nacionalidades diferentes. Segundo eles, 80% são clientes franceses e noruegueses.
Como chegar – Os velejadores estrangeiros podem se guiar pelo site da Marina Jacaré Village (www.marina-jacare-village.com) para conhecer a rota do Caribe, via município de Cabedelo. O site orienta sobre as instalações da Marina, a burocracia de como deve agir ao chegar pela primeira vez no Brasil, o turismo, as conveniências com relação aos transportes, comércio, atendimento médico, entre outras informações.
Fonte: Secom-PB. Fotos: Edgley Delgado
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RENASCER EM NOTÍCIA

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AGUINALDO SILVA - Radialista Profissional - 2.913 DRT-PB, 46 anos, servidor publico, natural de Mulungú-PB, radicado em Cabedelo-PB desde 1988, divorciado, pai de um casal de filho, produtor e ativista cultural, socialista por convicção, militante social, cultural e político em Cabedelo,  blogueiro, escreve no site www.cabedelonarede.com.br e no blog www.renasceremnoticia.blogspot.com
Ama os seres humanos e detesta a desigualdade social. "Se voce é capáz de se indignar com o sofrimento de seu semelhante, somos amigos" Frase de Che Guevara que tem como moldura em sua vida.
Atualmente trabalha na Casa da Cidadania de Cabedelo e busca ativar o movimento cultural do Renascer e interligar em rede, o terceiro setor de Cabedelo.
 
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